Eu não deixo a vida me levar pra onde ela quiser. Nas minhas circunstâncias, seria até admissível eu seguir ao vento. Mas eu não permito. Eu acredito que a gente pode escolher aonde ir. Eu acredito que depende muito da gente o que acontece. Eu acredito que só mesmo controlando e escolhendo a gente vive melhor e consegue ser feliz. Eu posso até fazer escolhas muito pequenas e dar um passinho minúsculo de cada vez, um pouquinho à frente por dia. Ou pode acontecer de eu não andar nada, ficar quietinha porque não fui capaz de decidir. Mas eu não sou do tipo que vai aonde a vida leva. Eu escolho, eu opto, eu decido e, com isso, eu também renuncio, abro mão, deixo de lado. Às vezes, escolher uma coisa em detrimento de outras tantas é bastante doloroso. Às vezes (nem sempre), se escolhe a melhor opção. Às vezes, ainda que com as rédeas da vida nas mãos, acontecem desmoronamentos de terra que impedem de prosseguir no caminho escolhido. Às vezes, a gente chega num beco sem saída e só resta voltar e escolher um caminho novo. Não tem mapa, nem GPS, nem bússola para os caminhos da vida. Ainda assim, eu só sei ir se for escolhendo o meu caminho e decidindo pelo menos o que me cabe decidir.
Marcele Alencar
Eu escolhi o meu.

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