Errar é uma coisa tão humana, que por isso foi inventado o perdão. Não é quem nunca erra que é perfeito, perfeito é quem sempre perdoa. – Porque errar, todos erram. E cada um com seu motivo, não cabe a mim – nem a você – não cabe a nós julgar.
Quanto você acha que um ser humano pode errar? – Você nunca errou? – Do menor ao maior erro, será que todos seus erros podem ser contados com os dedos das mãos? – Duvido muito. Porque errar é tão humano que todos erram.
Então, deve-se entender a essência de cada erro, a conseqüência de cada atitude. Deve-se aprender com cada deslize e praticar tudo aquilo que aprendeu. – Deus não quer que você erre, mas ele é grande o bastante para te perdoar. – Porque quem ama é assim, não quer se magoado, mas ama o bastante para não desamparar nas horas mais difíceis.
Às vezes eu chego a pensar que sou pequena até para me julgar. Quem dera fosse grande o bastante para julgar o próximo. – Às vezes eu sou pequena até para me perdoar. Quem dera eu fosse grande o bastante para sempre perdoar o próximo. – Às vezes eu não amo nem a mim mesma. Quem dera eu fosse grande o bastante para amar o próximo mais que a mim.
Por que então, eu me pergunto, como às vezes eu posso agir de tal forma e ser tão pequena? Porque eu sou humana. – Como um rio que carrega as águas, como o vento que carrega as folhas, o tempo trata de carregar as mágoas.
E eu poderia lhe contar toda minha vida, lhe fazer arder com meu império de sujeiras, sentar em meu trono e esperar a valsa tocar. – Mas pra quê? – Eu preferia lhe contar tudo que passei, desarmar meu império de torturas, e andar pela estrada empoeirada assumindo todos os erros que cometi.
Como as metáforas da vida, eu menti. E talvez agora, eu ouço as vozes e me torture. – Mas eu me arrependi. – E eu entendo cada não que eu recebo aos meus pedidos de desculpas, sei que pago por cada inconseqüência. E sei que o rio carregará as mágoas, o vento carregará as águas e o tempo passará.
“Então eu ouço o trem vindo, correndo pelos trilhos. Eu consigo ver o farol iluminando a escuridão, como se eu estivesse sentada, presa e acorrentada nos trilhos, eu espero calada ele passar por cima de mim. Faz tempo que eu não vejo o sol, a vista da janela é quadrada, o sol não passa por ela. Mas eu estou aqui, sentada e calada, presa na minha prisão de mágoas e arrependimentos. Me culpo pela vida e por minhas fraquezas, de maneira tão infiel que sei que voltarei a errar. Mas falar que sou humana, não basta. Talvez enfrentar ajudaria...”
E eu sabia que tudo isso iria acontecer. Porque quando eu era criança, minha mãe me alertou: “Filhinha, não brinque com armas de fogo...”. – Como eu queria poder ter ouvido tudo que meus pais me falaram, como eu queria ter sido maior do que sou. – Mas não vou chorar.
Porque a vida me mostrou que nós ouvimos sim tudo o que as pessoas nos dizem tentando nos proteger. Mas fazemos apenas o que nos interessa. – E isso não é um crime. - Por isso, não espere o trem nessa tua escuridão.
E se você aceita um conselho: “Erre!”. - Eu sempre lhe perdoarei. Eu sempre estarei aqui. – Mas erre sempre um erro novo, e faça dos velhos tuas novas lições.
queria eu nunca ter errado
queria eu nunca ter magoado
as pessoas que amo
mas descobri que sou apenas humana
e que errar faz a gente aprender a não
cometer o mesmo erro.
Perdoar é menos difícil do que pedir perdão. Para perdoar basta um pouco de compreensão, mas para se pedir perdão é preciso uma dose muito grande de humildade. Reconhecer o erro, desculpar-se e repará-lo é uma das atitudes mais nobres do ser humano. Alguns acreditam que agir dessa forma é rebaixar-se. Entretanto, esse pensamento só prevalece na mente das pessoas vítimas do orgulho e da vaidade.
Aqueles que têm a coragem de retratar-se, experimentam um bem estar tão grande que, por si só, vale por todo o esforço empreendido.
Afinal, quem nunca errou, se arrependeu, errou de novo, se arrependeu novamente, mas tornou a errar, errar, errar…
Quem nunca achou um defeito em alguém próximo e sonhou que aquele defeito nunca existisse?
Seria tudo tão melhor, não?
Se desejas ser meu, eu te farei mais feliz que o próprio Deus no seu paraíso. Os anjos invejar-te-ão. Rasga esse fúnebre sudário com o qual te pretendem envolver. Eu sou a beleza, a juventude e a vida: se vieres, seremos o amor"
Se desejas ser meu, eu te farei mais feliz que o próprio Deus no seu paraíso. Os anjos invejar-te-ão. Rasga esse fúnebre sudário com o qual te pretendem envolver. Eu sou a beleza, a juventude e a vida: se vieres, seremos o amor"

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